O presidente estadual do Podemos na Paraíba, deputado federal Leonardo Gadelha, afirmou nesta sexta-feira (9) que os filiados da legenda têm liberdade para se posicionar de acordo com suas convicções no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, mas ressaltou a importância de considerar a orientação da direção nacional, que decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista à imprensa, Leonardo destacou que o partido pretende manter a coerência com o posicionamento adotado no primeiro turno, ao mesmo tempo em que reconheceu a autonomia dos integrantes da sigla para manifestar suas posições políticas.
“Liberdade para os nossos filiados se manifestarem de acordo com as suas consciências em nível estadual. É claro que a diretriz exarada pela nacional tem um peso muito grande e eu acho que deve ser superpesada por todos os filiados”, declarou.
A fala do dirigente ocorre em meio às repercussões da decisão nacional do Podemos de apoiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Na Paraíba, o posicionamento tem provocado divergências entre integrantes da legenda, como no caso da ex-vereadora de João Pessoa Sandra Marrocos, que anunciou sua desfiliação na quinta-feira (8).
Em carta publicada nas redes sociais, Sandra afirmou que a decisão do partido é incompatível com suas convicções políticas e reafirmou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ex-vereadora citou a defesa dos direitos das mulheres, da democracia, dos direitos humanos e da diversidade como princípios que orientam sua trajetória política. Em contrapartida, o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), que não conquistou a reeleição, confirmou ontem que ele e seu grupo marcharão ao lado de Flávio neste segundo turno.
Ao anunciar sua saída, Sandra também agradeceu aos dirigentes e colegas com quem conviveu na legenda, mencionando nominalmente Renata Abreu, Márcia Pinheiro, Ruy Carneiro e o próprio Leonardo Gadelha.
A manifestação do presidente estadual do Podemos sinaliza uma tentativa de conciliar a liberdade de posicionamento dos filiados na Paraíba com a orientação estabelecida nacionalmente. Embora reconheça a autonomia individual, Leonardo defende que a decisão da direção nacional seja considerada pelos integrantes do partido na definição de suas posições no segundo turno.
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