Desde o Jardim do Éden, as mulheres ocupam um lugar de destaque na história da humanidade. Os grandes patriarcas bíblicos, assim como reis e governantes de diferentes nações, conviveram com a influência de suas esposas, tanto nos palácios quanto nas jornadas mais difíceis de suas vidas.
Elas são multiplicadoras: geram vida, moldam valores e ajudam a construir ideias. Quando feridas, podem revelar a força de uma tigresa que protege aquilo que ama. Quando respeitadas, apoiadas e valorizadas, transformam seus cônjuges em gigantes. Quando desprezadas, muitas vezes retiram deles a sustentação necessária para vencer.
Ao longo da história, mulheres tiveram papel decisivo tanto para levantar quanto para derrubar impérios, líderes e projetos.
Michelle Bolsonaro atravessou momentos difíceis. Foi ferida, foi chamada ao diálogo e ao perdão, mas tudo indica que algumas cicatrizes ainda permanecem. Ainda assim, há sinais de que, se decidir participar da campanha de Flávio Bolsonaro, não o fará por mera obrigação ou submissão, mas por convicção, respeito ao marido e pelo que entende ser o melhor para o Brasil.
Se entrar na disputa, sua postura tende a ser a de uma mulher resiliente, que transforma adversidades em coragem. Sua voz poderá ecoar com firmeza durante a campanha, não como a de alguém derrotada pelas circunstâncias, mas como a de quem continua de pé.
Caso escolha disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal, poderá encontrar um caminho político compatível com sua trajetória. Seja qual for o cargo que venha a ocupar, continuará sendo uma figura de grande visibilidade no cenário político brasileiro.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
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