Enquanto o mundo se ocupa de crises globais e, muitas vezes, de assuntos passageiros, a fome, a miséria e a desesperança continuam castigando milhões de pessoas em diferentes regiões do planeta.

Ceuta, pequena cidade espanhola de cerca de 85 mil habitantes, localizada na costa norte da África, faz fronteira terrestre com o Marrocos por apenas 8 quilômetros. Também é banhada pelo Mar Mediterrâneo, tornando-se uma das poucas fronteiras, por terra e por mar, entre a África e a União Europeia. Poderia passar despercebida no mapa. No entanto, tornou-se um dos principais símbolos da crise migratória que desafia a Europa.

Homens, mulheres e crianças vindos de diversos países africanos arriscam tudo para cruzar essa fronteira, fugindo da fome, da violência e de regimes opressores. Para muitos, entrar em Ceuta representa a esperança de alcançar outras cidades da Espanha e, posteriormente, países como Alemanha, França, Suécia e Reino Unido, em busca de uma vida digna.

Ao longo desse caminho, incontáveis pessoas tornam-se vítimas de traficantes de migrantes, exploradores sem escrúpulos que lucram com o desespero humano.

Durante séculos, a África teve suas riquezas exploradas por outras nações. Hoje, em muitas de suas regiões, o que mais se ouve é um clamor por socorro. Um grito que, infelizmente, ainda encontra poucos dispostos a escutá-lo.

Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro

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FONTE: PB AGORA

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