Lula chamar Donald Trump de “amigo” pode ser um sinal de que começou a perceber o peso político e econômico do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Mas tentar menosprezar Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, parece uma estratégia diplomática arriscada.
Se Lula não tiver cuidado na condução dessa crise, Trump poderá acabar se tornando, ainda que indiretamente, um poderoso cabo eleitoral contra sua candidatura e um fator capaz de dificultar seu caminho de volta ao Palácio do Planalto.
Do outro lado, fica outra pergunta: Flávio Bolsonaro deu um tiro no pé ao escolher seu vice?
Flávio escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor sua chapa à Presidência. A decisão chama atenção por formar uma chapa pura do PL, reunindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Alfredo Gaspar (PL-AL).
Foi uma escolha acertada ou um erro estratégico? Os eleitores darão a resposta nas urnas.
Falta menos de dois meses para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Flávio Bolsonaro tem condições de vencer essa eleição, porém, se continuar tomando decisões à revelia de uma estratégia política mais ampla, a vaca poderá ir para o brejo.
Os dias dirão.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
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