Com a contínua expansão de oportunidades de trabalho e da geração de emprego com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, a Paraíba voltou a bater novo recorde na taxa de desocupação, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice de desemprego no Estado caiu para 5,4% no 2º trimestre deste ano, o que representa a menor taxa de toda a série histórica da PNAD C, que começou a ser divulgada em 2012 por unidade da federação. O último recorde havia sido no 4º trimestre de 2025 (5,7%). No 2º trimestre deste ano, houve recuo de 1,6 ponto percentual (p.p.) tanto em relação ao trimestre anterior, quanto frente ao mesmo trimestre de 2025 (ambos com 7%).

PARAÍBA É O ÚNICO DO NORDESTE A IGUALAR MÉDIA DO PAÍS – A taxa de desocupação da Paraíba continua sendo a menor dos Estados do Nordeste e empatado com o Estado São Paulo (5,4%), além de única unidade da federação da Região Nordeste que igualou a média do Brasil (5,4%). As menores taxas do Nordeste são Paraíba (5,4%), Rio Grande do Norte (5,6%) e Maranhão (6%). Ajudado por esses três Estados, a taxa média do Nordeste caiu de 8,2% (2º tri de 2025) para 7,6% no segundo trimestre deste ano. Já as maiores taxas do País são do Piauí (8,3%), Pernambuco (8,3%), Bahia (9,1%) e do Amapá (9,8%).

Em números absolutos, o levantamento do IBGE estimou que apenas 99 mil pessoas estavam desocupadas na Paraíba no 2º trimestre de 2026, uma redução de 27 mil pessoas em relação ao 2º trimestre de 2025 (126 mil), o que representou uma queda de 21,3%. A população ocupada paraibana atingiu um total de 1,731 milhão de pessoas no 2º trimestre deste ano, alta de 4% (67 mil a mais) sobre o mesmo período do ano passado (1,665 milhão).

Segundo o IBGE, é a primeira vez em que o contingente de desocupados na Paraíba fica abaixo de 100 mil pessoas, sendo, portanto, a menor estimativa para esse indicador desde o início da série histórica.

O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, revelou que o indicador da taxa de desocupação na Paraíba vem batendo recorde da série histórica a cada nova pesquisa divulgada pelo IBGE. “Tanto em geração de emprego como taxa de desocupação os indicadores são históricos e recordes da Paraíba e são as pesquisas que demonstram essa realidade. Não atingimos apenas a menor taxa de desocupação (5,4%) no 2º trimestre deste ano, mas a menor em 15 anos ou de toda a série do IBGE. Para se ter uma ideia do feito, a Paraíba foi o primeiro Estado do Nordeste a se igualar à média nacional e à de São Paulo. Essa taxa não chegou por sorte tampouco por acaso, mas porque segue uma política de desenvolvimento que combina gestão fiscal equilibrada e investimento recorde com recursos próprios, tanto em obras públicas estruturantes (estradas, adutoras, pontes, viadutos, barragens) como na ampliação de políticas públicas (saúde, segurança e educação)”, apontou.

O secretário da Fazenda Estadual mostrou ainda que a taxa de desemprego vem caindo a cada ano na Paraíba e uma das razões está nos números do Caged que demonstram recorde de empregos com carteira assinada e mudança de patamar. “Tivemos o segundo melhor saldo de empregos com carteira assinada no 1º semestre deste ano (mais de 6,6 mil), enquanto na criação de empregos com carteira assinada o Estado dobrou de patamar nos últimos sete anos. Em 2019, o Estado criou 133 mil postos e, no ano passado, foram mais de 267 mil postos criados”, comentou.

SEGMENTOS QUE MAIS EMPREGAM – De acordo ainda com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, os seis segmentos na Paraíba que mais tinham pessoas ocupadas no 2º trimestre deste ano na Paraíba eram: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (374 mil); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (319 mil); Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (205 mil); Construção (164 mil); Indústria geral (159 mil); e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (148 mil).

SOBRE A PESQUISA DO IBGE – A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. A amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios de todos os estados, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nesta pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.

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FONTE: PB AGORA

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