Você já parou para pensar no que o celular, as redes sociais e, agora, a Inteligência Artificial estão fazendo com a maneira como nossos jovens leem, estudam e pensam?

Divulgado pela OCDE em 8 de setembro de 2026, o PISA 2025 avaliou mais de 760 mil estudantes de 15 anos, em 91 países e economias. Os resultados revelam uma queda preocupante no desempenho em leitura e matemática.

Enquanto boa parte do mundo recuou, os jovens asiáticos mostraram sua força. Regiões da China e países como Singapura, Japão e Coreia do Sul aparecem entre os melhores colocados, evidenciando o valor da disciplina, da leitura e de uma educação rigorosa.

Nos Estados Unidos, a pontuação em leitura caiu cerca de 16 pontos em relação a 2022. Mesmo assim, os estudantes americanos permaneceram acima da média da OCDE em leitura e ciências e próximos da média em matemática. 

No Brasil, o cenário continua preocupante: foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, resultados inferiores às médias da OCDE. Em matemática, 72% dos estudantes brasileiros não alcançaram o nível básico de aprendizagem.

A tecnologia não é inimiga. O problema está no uso excessivo e sem orientação. O celular pode ampliar o conhecimento, mas também dispersar a atenção. As redes sociais podem informar, mas igualmente estimular a superficialidade. E a Inteligência Artificial pode ajudar no aprendizado, porém jamais deve substituir o esforço de ler, pesquisar, escrever e raciocinar.

O PISA 2025 deixa uma advertência: uma geração que perde o hábito da leitura corre o risco de perder também a capacidade de pensar profundamente.

Família, escola, igreja e sociedade precisam assumir essa responsabilidade. O futuro de uma nação começa na formação de seus jovens.

Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro

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FONTE: PB AGORA

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