Essa guerra entre ministros do STF é um custo pelos anos de politização de juízes. Para a esquerda, Alexandre de Moraes se tornou um ídolo contra os bolsonaristas. Para a direita, Joaquim Barbosa, Sérgio Moro e André Mendonça se tornaram ídolos contra o sistema.

A estrutura judiciária de qualquer país civilizado não está ao alcance da polarização política. Mas, no Brasil, em que tudo passa pelo filtro da cordialidade e da paixão política, juízes ganharam torcida. E gostaram.

A sociedade civil, enfraquecida por sua falta de confiança e incapacidade de resolver suas diferenças pelo diálogo, politizou seus juízes. E os magistrados deixaram se politizar.

No momento, vemos a ponto do iceberg: polarização política em torno dos burocratas do STF. Lula e Bolsonaro se tornaram baixo clero. Ministros se tornaram objeto de esperança, amor e ódio.

A desordem institucional é fruto da desordem da alma. Quando as paixões por juízes falam mais alto do que as regras e formalidades institucionais, a sociedade volta a um estado de guerra de todos contra todos.

A cura virá de mais algumas decisões judiciais? A desordem institucional e social será resolvida justamente por aqueles que estão no epicentro da confusão? Poderá juízes politizados restaurar a ordem das paixões políticas?

Anderson Paz

Acompanhe o PB Agora nas redes:

FONTE: PB AGORA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *