Em 2026, todos os que disputam cargos eletivos ainda são pré-candidatos. Somente após as convenções partidárias, que ocorrerão de 20 de julho a 5 de agosto, passarão oficialmente à condição de candidatos.

Os ocupantes de cargos no Poder Executivo que decidiram concorrer às eleições precisaram deixar suas funções em 4 de abril, cumprindo o prazo legal de desincompatibilização. A partir daí, enfrentam cerca de seis meses de luta, dedicação e expectativa, encarando de frente o julgamento soberano do eleitorado.

Na Paraíba, João Azevêdo vive esse período de espera até o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026. Foram sete anos e três meses à frente do Governo do Estado, marcados por uma gestão amplamente reconhecida pela eficiência administrativa e pelos investimentos em infraestrutura.

Ao deixar o poder, muitos governantes descobrem uma dura realidade: o prestígio diminui, os aplausos silenciam e, não raras vezes, surgem a ingratidão, o esquecimento e a indiferença. A política, muitas vezes, tem memória curta.

João Azevêdo é pré-candidato ao Senado Federal. Sua história na vida pública não começou no Palácio da Redenção. Foi secretário de Planejamento da Prefeitura de Bayeux, depois secretário de Planejamento da Prefeitura de João Pessoa e, posteriormente, secretário de Estado da Infraestrutura, antes de chegar ao Governo da Paraíba, construindo uma trajetória marcada pela competência administrativa.

Recordo-me de um episódio semelhante ocorrido em Pernambuco. Em 1986, após realizar um governo muito bem avaliado, Roberto Magalhães era considerado favorito ao Senado. No entanto, Miguel Arraes venceu a eleição para o Governo do Estado com ampla vantagem sobre José Múcio Monteiro, e sua expressiva vitória impulsionou a eleição dos dois candidatos ao Senado apoiados por sua coligação, deixando Roberto Magalhães fora das vagas.

Elcio Nunes
Cidadão Paraibano

Acompanhe o PB Agora nas redes:

FONTE: PB AGORA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *