O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB) participou nessa semana de uma expedição científica a dois novos sítios paleontológicos identificados no município de Uiraúna, no Alto Sertão paraibano. Os locais apresentam registros fossilizados com idade estimada em mais de 130 milhões de anos, entre eles pegadas atribuídas a dinossauros terópodes, e ampliam o conhecimento sobre a presença desses animais no Vale do Rio do Peixe.

Os terópodes eram animais bípedes e predominantemente carnívoros, cujos rastros são caracterizados, em geral, por marcas com três dedos. A identificação dos novos sítios ganha relevância também pelo histórico paleontológico de Uiraúna, que possuía, até então, apenas um registro conhecido, identificado na década de 1980. O Vale do Rio do Peixe é reconhecido pela ocorrência de icnofósseis, denominação dada a registros fossilizados da atividade de organismos, como pegadas e rastros.

A corporação foi representada pelo cabo Francisco Fredson de Sousa, integrante do 6º Batalhão de Bombeiro Militar (6º BBM) e aluno da Especialização em Paleontologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Também participaram da atividade o historiador uiraunense Pablu Andrade, mestrando pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e aluno da mesma especialização; o professor Paulo Abrantes, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), também integrante do curso; e o paleontólogo Fábio, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Durante a expedição, o grupo realizou observações, levantamentos e registros dos vestígios encontrados. As informações reunidas deverão subsidiar as próximas etapas de catalogação e o aprofundamento dos estudos científicos, contribuindo para o reconhecimento dos novos sítios e para a ampliação do conhecimento sobre a fauna que habitou esse território durante o Cretáceo Inferior.

Os novos achados ampliam o conjunto de evidências paleontológicas conhecidas no Sertão paraibano e podem contribuir para a preservação e a valorização deste patrimônio. Os estudos também deverão fornecer novos elementos para a compreensão das características ambientais e da presença de dinossauros nessa área há milhões de anos.

A participação de integrante do CBMPB na atividade aproxima a corporação do ambiente acadêmico e científico e favorece o intercâmbio de conhecimentos, associando a formação de seus integrantes a iniciativas voltadas ao estudo e à conservação do patrimônio paleontológico paraibano.

Redação com Secom/PB

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FONTE: PB AGORA

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