Em Campina Grande, um carteiro foi abordado e agredido enquanto fazia entrega de materiais de propaganda eleitoral.
Em períodos eleitorais, é comum que moradores encontrem carteiros entregando materiais de campanha junto às correspondências. A cena pode causar dúvida, mas a distribuição de panfletos e outros materiais de propaganda faz parte de um serviço oferecido pelos Correios: a mala direta.
O serviço permite que empresas, instituições e também campanhas eleitorais contratem a distribuição de materiais impressos para determinados públicos e regiões. No caso das eleições, partidos, federações, coligações ou candidatos podem utilizar esse tipo de serviço dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
Na prática, o material de campanha é produzido pelos contratantes e encaminhado para distribuição. Os Correios realizam a entrega mediante contratação e pagamento pelo serviço. Portanto, quando um carteiro é visto distribuindo um panfleto eleitoral, não significa que esteja fazendo campanha ou trabalhando gratuitamente para determinado candidato ou partido.
A utilização da estrutura de distribuição dos Correios durante as eleições também ajuda a explicar por que materiais de diferentes campanhas podem chegar às residências em determinados períodos. A empresa atua como prestadora do serviço de entrega, enquanto a responsabilidade pelo conteúdo e pela contratação é dos responsáveis pela campanha.
A mala direta, portanto, é mais uma ferramenta utilizada nas campanhas eleitorais para alcançar eleitores. Assim como outras formas de propaganda, sua utilização está sujeita às normas eleitorais, que estabelecem regras sobre o conteúdo e a forma de divulgação dos materiais de campanha.
Entenda:
Um carteiro dos Correios que foi abordado e agredido enquanto fazia a entrega de materiais de propaganda eleitoral em Campina Grande estava exercendo uma atividade prevista nos serviços da empresa, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB), Tony Sérgio.
Tony Sérgio destacou que o trabalhador não é responsável pela escolha do conteúdo que transporta. Para ele, o carteiro estava apenas cumprindo a função para a qual foi contratado.
O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB) afirmou que não vai tolerar novos episódios de agressão contra trabalhadores durante o período eleitoral.
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