Um levantamento técnico realizado pelo contador e especialista em controladoria do setor público Arthur José Albuquerque Gadêlha aponta uma grave deterioração nas finanças da Prefeitura Municipal de Cabedelo. Segundo os dados extraídos dos sistemas oficiais do Tribunal de Contas do Estado (SAGRES/TCE-PB), a cidade apresenta um déficit acumulado de mais de R$ 57 milhões apenas entre janeiro e maio de 2025, além de restos a pagar que ultrapassam R$ 74 milhões.
A análise, que circula entre setores políticos e técnicos do município, sugere que o atual cenário seria consequência da ausência de medidas efetivas de austeridade e da manutenção de gastos considerados supérfluos, mesmo diante de uma queda expressiva de arrecadação.
De acordo com o estudo, a receita bruta acumulada no período foi de R$ 191,1 milhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 248,5 milhões. O principal ponto de alerta, no entanto, recai sobre os gastos com pessoal, que somam R$ 118,2 milhões se incluídas as despesas com terceirizações.
Segundo Arthur, a Prefeitura teria deixado de incluir os gastos com terceirizações no cálculo oficial apresentado à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o que leva a uma subnotificação da despesa real com pessoal. Isso implicaria em uma falsa percepção de cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece um teto de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL) para esse tipo de despesa.
Recalculando com base nos dados reais — incluindo terceirizados —, o índice de comprometimento da RCL com folha de pagamento atingiria 88,49%, bem acima do limite legal.
Outro ponto levantado no documento é a contradição entre o discurso de contenção de gastos e a prática administrativa. Apesar da crise financeira, foram mantidos contratos com empresas de consultoria, aluguéis de veículos, e até com o Instituto Áquila — contratado para promover suposta “excelência” na arrecadação municipal. Além disso, há críticas aos investimentos em eventos e festividades, como os festejos juninos, em detrimento da redução de despesas operacionais essenciais.
Embora o material traga dados públicos e análise técnica, ainda cabe à Prefeitura apresentar suas justificativas e esclarecer eventuais divergências apontadas, sobretudo no que se refere à omissão de dados de terceirização nos relatórios oficiais.
O alerta de Arthur conclui que, sem a adoção imediata de medidas rigorosas de contenção de despesas e revisão contratual, Cabedelo caminha para um colapso financeiro que poderá impactar profundamente os serviços essenciais prestados à população.
É muito bezerros para uma vaca só. Principalmente esses de João pessoa,q mamam bem mais
A sua capacidade vai além desse levantamento, meu amigo. Sei que tem muito mais, que você deixou de falar, esperando outras provas, que com certeza virão. Sucesso e parabéns
Esse caos orçamentário, político e social detectado no nosso município não é muito diferente do cenário nacional. Nosso país caminha para uma quebradeira generalizada e se nada for feito à curto e médio prazo, a população, já carente do básico, como sempre, será a única penalizada. Lamentável!
[…] Enquanto Braguinha já perdeu o mandato e a cidade cearense se prepara para nova eleição, André Coutinho permanece no cargo graças a uma liminar, governando sob a sombra de um processo explosivo, denúncias de interferência criminosa e uma gestão já marcada por denuncias de salários atrasados, obras paralisadas e um déficit acumulado de mais de R$ 57 milhões apenas entre janeiro e maio de 2025, além de rest…. […]