Mídia nacional destaca que após derrubar aumento do IOF, Hugo vota hoje urgência de projeto que revisa benefícios fiscais

Mídia nacional destaca que após derrubar aumento do IOF, Hugo vota hoje urgência de projeto que revisa benefícios fiscais

A imprensa nacional trouxe na noite de ontem (30), em matéria assinada pelo jornal O Tempo, que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou para hoje (1º) a votação da urgência de um projeto que pode rever isenções fiscais. Se o requerimento for aprovado, a proposta pode passar a ser analisada com prioridade diretamente pelo plenário, sem passar por comissões.

Ainda segundo a reportagem, o movimento foi feito poucos dias depois de uma das maiores derrotas impostas pelo Congresso Nacional ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na última semana, deputados e senadores derrubaram os decretos de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), editados para inflar a arrecadação e cumprir a meta fiscal.

O projeto de lei que pode entrar em urgência cria mecanismos de avaliação e revisão de incentivos concedidos pela União a pessoas jurídicas. Esses benefícios podem gerar, pode exemplo, diminuição da receita ou aumento de despesas.

Em outras ocasiões, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou a intenção de revisar parte das renúncias fiscais, que consomem aproximadamente R$ 600 bilhões do Orçamento, por meio de um projeto próprio do governo. Esta também foi uma cobrança de Motta em meio às discussões e a falta de consenso sobre o IOF.

O requerimento de urgência foi apresentado majoritariamente por líderes partidários. São eles Doutor Luizinho (PP-RJ), Antonio Brito (PSD-BA), Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA), Adolfo Viana (PSDB-BA), Isnaldo Bulhões (MDB-AL), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Gilberto Abramo (Republicanos-MG), além do deputado Raimundo Santos (PSD-PA). 

Atualmente, o projeto de lei está na Comissão de Finanças e Tributação e tem como relator o deputado Rogério Correia (PT-MG). O texto em debate na Câmara é o mesmo aprovado em julho de 2023 pelo Senado.

A versão que será analisada pelos deputados não extingue isenções de forma imediata, mas exige avaliação periódica de benefícios e fixa prazo de vigência, que não deve ser superior a cinco anos, com possibilidade de renovação.

A exceção para que uma política tributária dure mais do que cinco anos pode se aplicar somente quando houver associação a investimentos de longo prazo. O texto aprovado pelo Senado também excluiu das regras os incentivos da Zona Franca de Manaus.

A intenção é que os critérios de avaliação englobem metas de desempenho objetivas em dimensões econômicas, sociais e ambientais, estimativa do impacto previsto na redução das desigualdades regionais e mecanismos de monitoramento e transparência. As regras, se aprovadas como projeto de lei, precisarão ser regulamentadas pelo governo.

Redação

Com PB Agora

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Ivaldo Lima

Graduado em Sistema para Internet e Comunicação Social, Radialista com especialização em Marketing Digital!
Graduando em Teologia Católica.
Pós-Graduação em Doutrina Social da Igreja e Ordem Social!