Cabedelo está vivendo um pesadelo administrativo, como não se via há mais de 20 anos. A cidade, que tanto lutou para virar a página da instabilidade e do abandono, assiste agora a um triste RETROCESSO histórico, protagonizado pelo prefeito André Coutinho, que em apenas alguns meses conseguiu destruir o mínimo de estabilidade conquistada em décadas.
Pela primeira vez desde as gestões de Dédo (1997-2000) e Dr. Júnior (2001-2004), os salários dos servidores estão sendo atrasados, gerando revolta e desespero entre servidores que dependem do seu sustento pontual. Professores concursados ocuparam o pátio da prefeitura em protesto, cobrando o pagamento da parcela do 13º salário prometida e não cumprida por Coutinho.
E não para por aí.
A cidade mergulhou de vez no caos administrativo:
- Na educação, mães de alunos denunciam que faltam professores, fardamentos e a merenda é pouca e de má qualidade. Uma realidade revoltante para quem confiou seus filhos à rede pública.
- Na economia popular, ambulantes cabedelenses foram deixados de fora das vendas do São João, enquanto comerciantes de fora, principalmente de João Pessoa, ocuparam os espaços.
“Um desrespeito com quem faz a festa acontecer”, disse um vendedor excluído.
- Nos bastidores, cresce o rumor de que o próprio André Coutinho já cogita renunciar ao cargo, tentando evitar o desgaste ainda maior de uma cassação iminente, já pedida pelo Ministério Público Eleitoral.
E tudo isso acontece enquanto a prefeitura gasta fortunas com festas e bandas de cachês altíssimos. A cidade, sem merenda e sem salário, assiste a um verdadeiro baile de desperdício e escândalos. A gestão Coutinho virou manchete na Operação En Passant, que investiga compra de votos, corrupção e ligações com facções criminosas.
André Coutinho, que não é de Cabedelo, governa como quem nunca pisou em suas vielas, nunca conversou com suas rendeiras, nunca sentiu o cheiro da brisa no porto ou da luta nos mercados. Seu distanciamento é visível: trata os filhos da cidade com desprezo, e entrega os cargos públicos para indicados de fora, enquanto os cabedelenses veem suas oportunidades escaparem para outras mãos.
O resultado?
Cabedelo sangra.
Sem 13° pago a todos servidores, sem respeito, sem rumo.
O povo, que construiu essa cidade com suor e esperança, agora paga o preço de um gestor que em pouco tempo destruiu o que levou anos para ser reconstruído. Cabedelo, mais uma vez, volta à página do atraso.
E a pergunta que ecoa nas ruas, nos comércios e nas praças é:
“Até quando vamos suportar esse retrocesso?”










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