As mulheres paraibanas expostas a situações de violência devem passar a contar com um reforço importante na rede de proteção a partir do mês de maio. O Ministério da Saúde anunciou a implementação de um serviço de teleatendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), focado no acolhimento e na orientação de vítimas de violência doméstica e sexual.
A iniciativa visa facilitar o acesso ao atendimento imediato, rompendo barreiras geográficas e o medo que muitas vezes impede a busca presencial por ajuda. Com o novo serviço, a expectativa é que o suporte chegue de forma mais rápida e discreta aos 223 municípios da Paraíba.
O teleatendimento funcionará como uma porta de entrada para a rede de saúde e já começa a funcionar a partir desse mês nas cidades de Recife e Rio de Janeiro. De acordo com o cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde, em maio, a ação chegará a cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, ao restante do país.
Profissionais capacitados farão o acolhimento remoto, oferecendo suporte emocional e orientações sobre os protocolos de saúde necessários, como a profilaxia para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e a contracepção de emergência, nos casos de violência sexual.
Após o contato inicial, a paciente será encaminhada para as unidades de referência presenciais no estado, garantindo que o cuidado continue de forma integrada com os hospitais e centros de atendimento especializado da Paraíba.
O serviço de telessaúde do SUS para este público específico faz parte de um pacote de expansão da saúde digital no Brasil, buscando reduzir os índices de feminicídio e garantir que o atendimento humanizado chegue a quem mais precisa.
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