Cabedelo, município da Região Metropolitana de João Pessoa, volta a ser alvo de operações policiais que chamam atenção para possíveis conexões entre agentes públicos e atividades criminosas.
Nesta sexta-feira, 6 de junho de 2025, a Polícia Civil deflagrou a Operação Traditio Ilicitat, que cumpriu 43 mandados de prisão e busca e apreensão relacionados a suspeitas de tráfico de drogas, homicídios e tortura. Entre os alvos estaria uma ex-servidora anteriormente detida durante a Operação En Passant, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2024.
Na ocasião, a En Passant investigava possíveis práticas de corrupção eleitoral, incluindo suspeitas de compra de votos e aliciamento de eleitores. Conforme documentos das investigações, uma facção criminosa poderia estar tentando influenciar o pleito municipal em troca de vantagens políticas. A ex-servidora foi presa preventivamente após a apreensão de material que levantou suspeitas sobre seu envolvimento.
Também foram alvos de medidas cautelares o então prefeito à época e o atual prefeito eleito, André Coutinho (Avante), que tiveram, entre outras restrições, proibição de contato com outros investigados. A defesa de ambos negou irregularidades e declarou aguardar o desenrolar das investigações.
Já a Operação Traditio Ilicitat teria desmantelado um grupo suspeito de atuar no tráfico e de manter um suposto “tribunal do crime”. A investigação, segundo a Polícia Civil, começou após a descoberta de um depósito com grande quantidade de entorpecentes.
A reincidência de nomes já mencionados em apurações anteriores levanta preocupações entre observadores locais sobre possíveis padrões de infiltração do crime em esferas públicas.
Embora as investigações estejam em andamento e não haja condenações, o cenário evidencia a necessidade de reforçar os mecanismos de controle institucional.
Enquanto a justiça segue seu curso, a população de Cabedelo observa, perplexa, a revelação de um cenário onde política e crime parecem ainda caminharem lado a lado.
A pergunta que fica no ar é: quem realmente governa Cabedelo? Os eleitos pelo povo — ou os protegidos pelo medo?










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