Um alerta feito pelo desembargador paraibano José Ricardo Porto acendeu um sinal vermelho para todo o Brasil: o crime organizado está batendo à porta das eleições e pode se tornar o maior pesadelo da democracia nos próximos pleitos.
O magistrado não fala por acaso. A Paraíba já testemunhou, em Cabedelo, o que pode acontecer quando facções criminosas se infiltram em comunidades e passam a decidir quem deve mandar no poder público. Foi exatamente isso que a Polícia Federal revelou na chamada Operação En Passant, um escândalo que escancarou como grupos criminosos, políticos e agentes públicos podem se misturar em uma perigosa teia de corrupção eleitoral.
Em Cabedelo, segundo investigações oficiais, não faltaram exemplos: listas de eleitores sob controle de facções, promessas de cargos públicos, cestas básicas e até depósitos via Pix em troca de votos. Um enredo digno de filme policial, mas que infelizmente foi realidade nas urnas de 2024.
A Justiça Eleitoral, diante das provas, não teve alternativa: cassou os mandatos do prefeito André Coutinho e de um vereador, além de tornar inelegível o ex-prefeito Vitor Hugo. Já o Ministério Público Federal denunciou os envolvidos por organização criminosa, coação de eleitores e peculato.
O desembargador Ricardo Porto, ao identificar a presença do crime organizado como o maior problema das próximas eleições, praticamente descreveu aquilo que já foi constatado em Cabedelo. Seu alerta soa como eco das denúncias da Polícia Federal: se nada for feito, facções podem transformar comunidades em currais eleitorais, impondo medo e comprando a esperança da população.
O que aconteceu em Cabedelo serve de advertência. O risco é real e não pode mais ser ignorado.










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