OPERAÇÃO ASFIXIA – Câmara de Cabedelo sufoca a justiça e respira apenas bajulação ao prefeito

OPERAÇÃO ASFIXIA – Câmara de Cabedelo sufoca a justiça e respira apenas bajulação ao prefeito

A Operação Asfixia mostrou ao Brasil uma Cabedelo sufocada pelo crime organizado, com tentáculos que alcançam não apenas as ruas, mas os próprios órgãos públicos.
A frase que estampou portais e jornais nacionais foi devastadora: “Cabedelo é uma cidade tomada pelo tráfico dentro dos órgãos públicos”, dita nada mais que pelo coordenador do GAECO do Ministério Público, promotor de justiça Octávio Paulo Neto.

E qual foi a resposta da Câmara Municipal, no mesmo dia em que a operação estampava manchetes e policiais arriscavam a vida em confrontos? Nenhuma indignação. Nenhum pedido de esclarecimento. Nenhuma convocação de autoridades. Apenas silêncio cúmplice, pontuado por um desfile de bajulação ao Executivo.

Em vez de levantar a voz contra a vergonha que expôs Cabedelo ao país inteiro, vereadores transformaram a sessão em palco de afagos ao prefeito. Enquanto a cidade ardia em descrédito, a Câmara preferiu polir o ego do gestor, como se aplaudir fosse suficiente para apagar o escândalo.

Essa postura não é simples omissão, é abdicação do papel legislativo. Quando promotores e policiais denunciam a infiltração do crime em órgãos públicos e a Câmara responde com discursos laudatórios, o recado é claro: em Cabedelo, o poder fiscalizador foi sequestrado pela conveniência política.

Não se trata mais de independência dos poderes, trata-se de rendição. O Executivo aparece manchado por denúncias, e o Legislativo, em vez de reagir, se deixa tomar pelo vício da subserviência.

E não é difícil entender o motivo dessa complacência: muitos vereadores têm esposas, familiares e parentes acomodados em cargos da própria prefeitura. Como cobrar de quem garante o sustento político e, em alguns casos, pessoal? Como fiscalizar o mesmo poder que sustenta suas indicações?

Cabedelo foi exposta como “cidade tomada pelo tráfico dentro dos órgãos públicos”. Mas, pela postura vergonhosa da Câmara, fica a impressão de que não é só o Executivo que perdeu a coragem de enfrentar a verdade: o Legislativo também foi tragado pelo pântano da submissão.

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Ivaldo Lima

Graduado em Sistema para Internet e Comunicação Social, Radialista com especialização em Marketing Digital!
Graduando em Teologia Católica.
Pós-Graduação em Doutrina Social da Igreja e Ordem Social!