O prefeito de Cabedelo, André Coutinho, acaba de ultrapassar todos os limites da irresponsabilidade. Numa decisão que revoltou moradores e especialistas em segurança pública, a Prefeitura cancelou o São João do bairro do Renascer, um dos mais populosos e culturalmente fortes da cidade.
E mais: o que revolta grande parte da população é o peso desigual das decisões. Enquanto o São João do Renascer, que contaria com atrações como Danieze Santiago e Flor de Avelã, foi cancelado, artistas como Calcinha Preta (contrato de R$ 490 mil por apenas 1h20 de show) e Seu Desejo (R$ 400 mil) continuam com apresentações garantidas. Fica o questionamento: por que não cancelar essas atrações e manter a festa no Renascer? Afinal, quem mais precisa de atenção, investimento e presença do poder público são justamente os bairros periféricos.
Pergunta que ecoa pelas ruas: por que cortar do povo pobre e manter o luxo para a elite?
O Renascer, é verdade, enfrenta desafios — como qualquer bairro marginalizado por anos de abandono das gestões que alí passaram —, mas é formado majoritariamente por cidadãos honestos, trabalhadores, famílias que só queriam ver o filho dançar quadrilha ou assistir um show em segurança no próprio bairro. Em vez disso, o que recebem da prefeitura? Desprezo, abandono e um atestado de invisibilidade.
E o pior: a decisão pode custar caro à segurança pública. Com o cancelamento, muitos moradores do Renascer devem ir até o Dique, onde ocorrerá o São João principal.
Só que próximo dali está a comunidade da Portelinha, que segundo informações, também seria reduto de facção. Resultado? Um potencial cenário de conflitos entre faccionados do Renascer e Portelinha, onde inocentes poderão pagar com a vida pela incompetência do poder público municipal.
É muita imprudência. Muita.
André Coutinho mostra, mais uma vez, que não tem comando, não tem rumo e não sabe administrar Cabedelo. Suas decisões são desastrosas e desconectadas da realidade, além de revelar um gestor acuado, que vive de apagar incêndios que ele mesmo provoca.
A gestão André Coutinho lembra uma nau sem leme, afundando no mar da arrogância, cercada de bajuladores, enquanto a população grita da terra firme: “Queremos respeito!”
É São João, é tradição, é cultura popular. Não se apaga uma fogueira por decreto! O que o prefeito fez com o povo do Renascer é mais que injusto — é vergonhoso, covarde e perigoso.
A pergunta que não quer calar: qual será o próximo erro desastroso do prefeito? Porque, do jeito que vai, nem foguetes e balões vão esconder os fracassos da gestão de André Coutinho.










Deixe um comentário