Embaixada da Ucrânia junto à Santa Sé celebra missa pela paz

Embaixada da Ucrânia junto à Santa Sé celebra missa pela paz

O dia de ontem (24), terceiro aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia, foi marcado com um dia de oração anunciado e organizado pela embaixada da Ucrânia junto à Santa Sé em Roma, segundo o Vatican News, serviço de informações da Santa Sé.

O Dia Pan-Ucraniano de Oração teve uma missa pela paz na basílica de São João de Latrão, celebrada pelo vigário de Roma, cardeal Baldassare Reina, e teve a presença do prefeito do Dicastério para as Igrejas Orientais da Santa Sé, cardeal Claudio Gugerotti, ex-núncio apostólico na Ucrânia.

Na missa, as orações dos fiéis foram lidas pelos embaixadores do Chile, da Polônia, da Lituânia, da França, de Portugal, da Holanda e da Hungria. O decano do corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé, o embaixador do Chipre, George Poulides, fez a primeira leitura, do livro do Eclesiástico.

Graças à mediação da Santa Sé, dois padres redentoristas da Igreja Greco-Católica Ucraniana, padre Bohdan Geleta e padre Ivan Levytsky, presos em 16 de novembro de 2022 pelas forças russas, foram libertados em 28 de junho de 2024.

Em encontro organizado com a participação do núncio apostólico na Ucrânia, dom Visvaldas Kulbokas, o padre Geleta disse que conseguiu suportar a dor graças à sua fé em Deus e à oferta de seu sofrimento para “salvar seus inimigos” — embora tenha admitido que essa resolução foi “muito difícil num ambiente de desprezo brutal pela pessoa humana, onde se tem a sensação constante de estar em um lugar de morte”.

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Geleta disse que Deus o ajudou a resistir, acrescentando que estava “muito atormentado pelo fato de que outros prisioneiros que não conheciam Deus não conseguiam suportar tudo e houve casos de suicídio e outras coisas dolorosas”.

“Tudo isso ficará na minha memória e nunca esquecerei aqueles gemidos, aquelas agonias, todo tipo de maus-tratos. Mas também o dedico à salvação dos outros, para testemunhar que só Deus pode nos santificar se dermos um passo das trevas para a luz”, disse o padre.

Os dois padres eram os únicos civis entre os 1,8 mil prisioneiros na prisão de guerra. Geleta disse que conseguia ouvir confissões e até mesmo fazer pequenas orações de manhã e à noite.

Dom Kulbokas disse que esses são sinais da humanidade numa situação terrível e que “esse diálogo aqui entre nós é um diálogo de oração”.

FONTE: ACI Digital

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Ivaldo Lima

Graduado em Sistema para Internet e Comunicação Social, Radialista com especialização em Marketing Digital!
Graduando em Teologia Católica.
Pós-Graduação em Doutrina Social da Igreja e Ordem Social!