Em Cabedelo, os movimentos recentes da primeira-dama Natália Coutinho poderiam ser vistos como, no mínimo, interessantes. De repente, ela estaria passando a marcar presença em praticamente todos os eventos da prefeitura, das ações comunitárias às agendas oficiais, o que, para alguns observadores mais atentos, poderia indicar algo além do simples apoio institucional.
O detalhe é que seu esposo, o prefeito André Coutinho, já foi cassado pela Justiça Eleitoral e agora aguarda, de forma nada confortável, o julgamento de sua cassação pelo TRE. Neste cenário, não faltaria quem supusesse que o casal já teria um plano B: transformar Natália na nova “cara” do grupo político, caso a iminente queda se confirme.
Até entre os auxiliares do próprio prefeito, há quem comente, com certo sarcasmo, que até o sopão servido em bairros carentes teria cheiro de estratégia eleitoral. E, para apimentar as especulações, Natália, que é servidora da Câmara Municipal de João Pessoa, embora sua presença quase constante em Cabedelo levantasse dúvidas sobre como conciliaria funções e aparições. Teria ela o poder da bilocação?
Resta a pergunta que muitos já sussurram nos corredores: caso André Coutinho deixasse o cargo e, por ventura, sua esposa fosse projetada politicamente, Cabedelo não estaria apenas trocando seis por meia-dúzia?










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